Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Sábado, 30 de Agosto de 2008

 

A minha carta de alforria pesa 10g, mas o meu corpo pesa bem mais de uma tonelada! Na minha mente a liberdade aguarda-me, no meu corpo tenho cravados os sinais da escravatura. Aos meus senhores devo o que sou. Não! Devo o que me transformei - um cubo de gelo.

Para eles trabalhei noite e dia. De dia na realidade, de noite em sonhos alvoraçados que mais pareciam prognósticos do que seria o dia seguinte.

 

Havia! Há sempre o dia seguinte e o dia depois de amanhã, todos eles iguais em intensidade, iguais em crueldade, iguais em brutalidade. A cada nova manhã as mesmas caras - as dos meus senhores - que me olham com os grandes olhões da exploração, do desdém e da desvalorização com que sempre me olharam desde o dia em que me escravizaram.

No início, como em todos os inícios, a escravatura era boa, depois passou a ser suportável até que chegou ao dia em que insustentável é pouco. A mesma chantagem! A mesma falsa verdade de todos os dias.

Ainda querem que deva aos meus senhores aquilo que sou? Ainda querem que me coloque mais em baixo do jugo que já não suporto? Ainda querem que carregue mais tempo as toneladas que a cada dia me põem em cima dos ombros?

 

Não. Para mim basta. Bastou e bastaria bem menos. Chegou a altura de por um ponto final neste parágrafo da minha vida. Basta de exploração. Quero ser marcada com o selo da liberdade tal como fui marcada pelo selo da escravatura. Marca da qual não me posso libertar - liberto-me, sim, selo-me com marcas mais perenes, mais duradouras... as da liberdade.


Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

A minha carta de alforria pesa apenas 10g.

publicado por M.M. às 21:48

Domingo, 24 de Agosto de 2008

De rasca a canguru!

Esta geração é a mesma da minha. Ou não será? Nascidos nos anos 70 e 80... Casados e descasados antes dos 30!

 

 

 

Devia ter lido este artigo antes do almoço de família de hoje!

 

"Então quando é que como o arroz doce do teu casamento?"

 

São cada vez mais os que estão casados por muito menos tempo. Alguns apenas durante uns meses. Este fenómeno é recorrente na chamada geração canguru, uma faixa etária situada entre os 25 e os 35 anos, nascidos nas décadas de 70 e 80, e que, ao contrário dos seus pais, pretendem prolongar ao máximo a estadia em casa dos progenitores e adiar a vida adulta.

Esta é aliás uma das causas do divórcio: "Há um erro educacional, o facto da adolescência ser altamente prolongada contamina todo o processo para a frente. Consequentemente, à primeira contrariedade, separam-se", explica a mesma psicóloga.

 

A sociedade em que vivemos acaba com todos os sonhos! Com todas as futuras realizações pessoais. Com tudo aquilo que de bom e puro ainda resta nos corações humanos. Essa sociedade corrói! Corrói-nos corpo e alma!

 

Segundo as famosas estatísticas pertenço à geração canguru. Mas não me sinto pertencente a estas estatísticas... Fui educada nos velhinhos valores que a maior parte das pessoas acha rasca e nada in.... Mas não será in acreditar na família? Na nossa família? Que voluntariamente nos propomos construir?

 

Actualmente um divórcio simples (sem bens ou filhos) e por mútuo consentimento pode ser iniciado através da internet, num processo que demora segundo os meus calculos apenas uns minutos (mas talvez possa demorar ainda menos).

 

Então um casamento que demora tanto a construir pode ser assim desfeito em, apenas, alguns minutos! Ou então numa versão mais soft ou mais light (como a minha geração gosta) uma festa de casamento que demora tanto a preparar... Desde os convites, a quinta, o vestido que custa uma pequena fortuna, as flores, o copo de água... Tudo o mais in... "Que o meu casamento não há-de ser pior do que o da fulana tal" ou "Que o meu casamento há-de ser melhor do que o da fulana tal"

 

"Há um grande abismo entre o 'esta è a minha cruz' que as avós aguentavam e o 'eu não estou para aturar isto' das netas" , denuncia Ana Queiroz. O padre Borga também concorda que " há muitas pessoas que formalizam a relação e se comprometem com coisas para as quais não estão preparadas". Queiroz chama-lhe "a pressão: quem não casa até aos 30/35 tem defeito, logo, o melhor é casar rápido e estas coisas nunca costumam dar bons resultados", alerta.

 

Pois... Querida tia... Espere sentadinha que só comerá o arroz doce do meu casamento daqui a uns tempos! Quando encontrar não o princípe encantado montado num cavalo branco.... Mas quando encontrar alguém da geração canguru, mas que salte apenas quando é necessário para ultrapassar os abismos...

publicado por M.M. às 22:14
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

 

Esta é uma das que mais gosto!

 

Um belissimo vício...

publicado por M.M. às 21:58

Sábado, 16 de Agosto de 2008

 

 

Eis a prenda de aniversário de mim para mim mesma! O melhor presente que me poderia ter oferecido. Vou ter motivos para sorrir durante uns tempos. Deixo-vos aqui uma das que mais gostei: Lisboa não é uma cidade perfeita.

 

Nada mais apropriado :)

 

 

 

publicado por M.M. às 21:01
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Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008

Já arde a chama olímpica em Pequim!

Viva o desporto...

 

publicado por M.M. às 23:06
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Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008

 

Já noutras ocasiões aqui citei Marx. Para ele - de uma forma simplista - só na cidade os homens eram suficientemente livres (não sujeitos a feudos) para poderem vender a sua força de trabalho à burguesia, igualmente livre e que por isso seria livre para comprar essa força de trabalho. 

 

Nem sei se devo concordar! Ou aliás deixar de concordar, porque, no fundo a actualidade destas palavras é notória.

 

No entanto, muitos "mas" me têm ocupado a cabeça nos últimos tempos.

 

A cidade é um poço de liberdade. mas com ela tornou-se um fosso de escravidão.

 

É na cidade que o homem vende a sua força de trabalho.

É na cidade que o homem é escravizado pelo homem.

É na cidade que o homem é ostracizado pelo homem.

É na cidade que o homem é abandonado pelo homem.

É na cidade que o homem é esmagado pelo homem.

 

É na cidade livre que o homem acorda quando o sol ainda nem tem raíado.

É na cidade livre que vemos diariamente o homem abandonado ao deus dará à porta de Santa Apolónia.

É na cidade livre que vemos o homem abandonado no jardim da estrela a contar as horas de solidão.

É na cidade livre que os pequenos homens são largados ainda de madrugada.

É na cidade livre que o homem regressa depois do sol posto.

 

É esta a cidade livre imaginada por Marx?

É esta a cidade livre que construí ao lê-lo?

 

Só sei que não é esta a cidade livre com a qual me cruzo todos os dias. Só sei que é nela que vejo milhares de formiguinhas trabalhadoras venderem a sua força de trabalho a troco de uns poucos tostões que mal vão chegando para matar a fome à prole. Só sei que é nessa mesma cidade livre que vejo os donos dessas formiguinhas cantarem como cigarras montados nas suas costas.

 

Onde está a liberdade das nossas cidades? Quanto mais confronto os dois conceitos - "cidade" e "liberdade" - menos os acho compatíveis.

 

A cidade faz os homens livres até ao momento em que eles não pensam nela. Quando o começam a fazer deixam de crer nesse chavão.

publicado por M.M. às 20:15

Segunda-feira, 04 de Agosto de 2008

A Campanha do Milénio das Nações Unidas em Portugal lançou uma iniciativa de participação cívica online.

 

“Até Quando, Portugal?” – a pergunta é feita aos cidadãos portugueses, encorajando-os a também dirigi-la ao Presidente da República através de uma petição online: www.objectivo2015.org/atequando

 

Pretende-se assim relembrar que Portugal está a deixar passar o tempo sem cumprir as promessas feitas aos países pobres em termos de Ajuda Externa.

 

Se não nos mexermos ninguém se mexe por nós!

publicado por M.M. às 10:44


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