Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Hoje estive a assistir ao debate (?) aqui e agora na SIC sobre a educação sexual.

 

É vergonhosa a forma tacanha e acanhada como se trata o sexo e a sexualidade em pleno século XXI. A educação sexual "é um processo". E a mim apetece-me dizer: "Ai é? E depois?"

 

Para alguns poderá parecer estranho (ou vá lá, absurdo!) o que vou dizer. Mas concordo plenamente com a posição defendida pelo Pe Vasco Pinto de Magalhães. Antes de se educar (para a) sexual(mente) é preciso educar a sociedade.

 

No nossa sociedade tudo é imediato, tudo é momentâneo, primeiro aje-se e depois pensasse, primeiro vai-se para a cama e depois perguntasse o nome. E não me venham dizer que isto é um delírio, porque não o é.

 

Quanto ao Sr. Dr(outor) Daniel Sampaio, quantas vezes é que ele sai do gabinete de onde trabalha? Acusar seja quem for de leviandade quando diz que nas relações que se estabelecem actualmente se "queimam etapas" é, no mínimo, irreal. Para ele e para outros não crentes bastaria irem ao mundo do hi5 e veriam muitos adultos-adolescentes a ofereceram o corpo mais ou menos desnudado a "Kem os Kizer conhexer" ou a "Kem os kizer adixionar no msn".

 

Tenho pena que a (des)educação sexual tal como é apresentada nas centenhas de flyers, marcadores de página e tapetes de ratos que se mulpiplicam pelas escolas seja reduzida à contracepção. A protecção é, SEM DÚVIDA, de crucial importância ainda mais quando a promiscuidade parece ser o cartão de visita da sociedade onde vivemos. No entanto, não será tão ou mais importante educar as crianas, adolescentes, jovens e adultos adolescentes para a afectividade, compreensão, responsabilidade e (isto poderá parecer uma heresia para alguma mentes, mas arrisco) para valores universais como o amor, a liberdade (diferente de libertinagem), a iguldade?

 

Imagem retirada daqui.

 

A escola é encarada por muitos pais como o depósito dos miúdos, os pais delegam na escola a função primordial de educar os (seus) filhos. E se há algum desvio no comportamento dos filhos ele é, certamente, causada pelas "más companhias".

O que os pais se esquecem é que é por imitação que as crinaças/adolescentes moldam o seu comportamento e crescem: saudáveis quando os exemplos que vêm o são; comportamentos promíscuos qundo é esse o modelo que têm. E acima, de tudo, todos estes comportamentos desviantes provocados pelo meio onde vivem são irresponsáveis.

 

Haverá forma mais eficaz de chamar a atenção de pais irresponsáveis se a mãezinha pura e casta encontrar nos jeans da filha um preservativo?

Haverá forma mais eficaz de chamar a atenção do paterfamilias irresponsável do que o filho desaparecer num fim-de-semana deixando um recado a dizer que "vou ser feliz"?

[O exemplos dados não são extremos. Mas poderia ter falado da maternidade/paternidade precose]

 

Afinal o/a filhote/a que ainda ontém usava coeiros está crescido! Como o tempo passa...

 

Há que saber lidar com os filhos que crescem, tal como as mamãs aprendem a lidar com as rugas e os papás com os cabelos brancos. Ninguém disse que educar um filho era fácil! Por isso eduquem-nos e não exijam às escolas que sejam os pais e as mães que os vossos filhos gostariam de ter.

publicado por M.M. às 23:53

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Há uns dias que tenho andado a pensar em Dias Loureiro! Os motivos não são os melhores, nem pensaria em tal figura se não fosse este formigueiro que por vezes me invade as pontas dos dedos, quando tenho algo para escrever e ainda não o fiz. Hoje ao ler a crónica do Ricardo Costa no Expresso, não resisto.

 

«Coitadinho do homem que assinava de cruz nos negócios do BPN!» (expressão ouvida a semana passada na fila dos Correios - elucidativa, não?)

 

Como diz o Ricardo Costa a trajectória de Dias Loureiro no caso BPN é uma homenagem ambulante ao "fumei, mas não inalei" (atribuída a Clinton).

 

Há uma coisa que me faz impressão no caso, mesmo muita impressão! Dias Loureiro quando foi à Comissão Parlamentar na AR ou não se lembrava, ou não sabia, ou não tinha acesso aos papéis, ou só foi apanhar sol para outra latitude que não a lisboeta.

 

Ora bem, este senhor (à quem lhe chame nomes bem piores!), diga-se Conselheiro de Estado do presidente Cavaco Silva foi à AR enrolar os deputados com uma parafernália de frases enroladas, longas e vazias que qualquer conteúdo. Volto a dizer: este Conselheiro de Estado foi à AR (e agora numa linguagem bem brejeira) gozar não só com os deputados, não só com os portugueses, mas com uma das Instituições representativas da República e, já agora, da Democracia em Portugal.

 

Muito bem temos um Conselheiro de Estado bem intencionado em fintar as instituições democráticas portuguesas, mas há alguém que, por favor, diga a esse senhor para guardar as pernas para outros futebóis?

 

Já agora demitasse. Quando o caso "rebentou ele deveria ter tido a hombridade e a responsabilidade de proferir um "Obviamente demito-me", no entanto, o amor á cadeira do poder não lhe permitiu, até agora, tomar tal decisão.

 

Já agora Sr Presidente de todos os portugueses, Cavaco Silva, mostre que de facto é o presidente de todos os portugueses e demita o homem do Conselho de Estado, palhaçosjá há que cheguem no circo, sinto-me mal com uma batata vermelha no nariz, eu e os mais de 10 milhões de portugueses.


Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

«Enquanto, submetidos que andamos à monstruosidade, quase não conseguimos levantar os olhos e ver à nossa volta para decidir o que havemos de fazer e como havemos de aplicar o que de melhor existe nas nossas forças e na nossa actividade, e enquanto nos fizer falta o mais elevado dos entusiasmos, que só pode existir se não for de natureza empírica, há-de continuar a haver, não digo dragões, mas pelo menos vermes miseráveis a roer o nosso quotidiano.»

Johann Wolfgang von Goethe, in «Máximas e Reflexões»

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John Branch, «The San Antonio Express-News»

 

Fonte.


Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Afinal depois do dia 13 e o dia 15, o dia 14 foi diferente de todos os outros. Não por ser igual ou diferente, mas por nesse dia ter percebido que sempre me será mais fácil escrever o que sinto e não dizer o que sinto.

 

Entre o dia 13 e o dia 15, os próximos 13 e 15´s que pela minha vida passarão, serão diferentes de todos os 13 e 15´s que já vivi até hoje.

 

Sou uma pessoa de emoções fáceis, choro se vejo um velhote que não consegue atravessar a rua, chora da desgraça que vejo, leio e ouço todos os dias. No entanto, nunca choro quando o deve fazer. Não que o deva fazer por qualquer tipo de constrangimentos, mas porque sinto que me faria bem fazê-lo.

 

 

Sei e sinto que se o fizesse talvez se desfizesse o nó, aquele nó, que teima em não se desfazer, em não ceder!

 

Não virá mais nenhum dia 14 como o que passou, não virá mais nenhum dia 13 como o que passou. Virão outros dias depois DO dia em que deixei de contar com a geração que trouxe ao mundo os meus pais.

 

Sou católica, apostólica, romana acredito que não sendo possível construir o Reino de Deus na Terra haverá um melhor sítio onde todos nos encontraremos. O meu lado místico também me diz que a partir de ontém brilha uma nova estrela lá em cima que ilumina o caminho que trilhamos, mas mesmo assim a morte será sempre o derradeiro fim para o insondável mistério da vida.

publicado por M.M. às 19:35
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

 

«Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão de ser nacionalizados pelo Estado»

 

Karl Marx, O Capital (1867)



 

Não há duas sem três

Carlos Paião

publicado por M.M. às 18:13
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Chega esta altura do ano e já sabemos que as montras das lojas se enchem de corações de todos os tamanhos, acompanhados de ursinhos ou solitários, todos com uma mesma inscrição I love you.

 

Eles estão por toda a parte. À direita, à esquerda...

 

De canecas a molduras, de almofadas a boxers, de t-shirts a aventais, de toalhas a tapetes, é difícil encontrar o que quer que seja que não tenha por estes dias aquela outra verdade feita do all we nead is love. Haverá prova maior de amor do que no dia dos namorados receber uma lingerie super sexy com um I love you a etiquetar a peça? [grrrrrrr]

 

Nesta época do ano o S. Valentim - e ainda há quem seja ateu e agnóstico e coisa e tal - faz entrar no bolso dos nossos comerciantes uns tantos euros, que face à crise que por aí anda, até se agradece.

 

 

Fala-se no dito santo e caímos todos numa espécie de adormecimento provocado por um estado semi-hipócrita do peace and love for all. Por estes dias temos o melhor namorado ou namorada, o melhor marido, a melhor esposa, o melhor amante, a melhor cuncubina.

 

As floristas não têm mãos a medir, há sempre o marido atrasado que tenta compensar todas as falhas durante o último ano com a cara metade num belo ramo de rosas vermelhas, que é para ver se a paixão (volta) a arder. Os restaurantes enchem-se de esforçados casalinhos que tentam avivar a chama da paixão. Os mais velhos lembram as paixões da adolescência, aquela vizinha boa(zona) ou aquele ilustre desconhecido que dava as caras pelos bailes da aldeia em pleno verão.

 

No dia seguinte, dia 15 volta tudo a ser como no dia 13. Os maridos esquecem-se de baixar a tampa da sanita, as esposas dedicadas já não fazem a sobremesa preferida do mais que tudo. O namorado já não convida a sua cara metade para um programa alternativo. A namorada já só volta a chamar o dito cujo de mor, sem o amo-te a seguir. Volta tudo à (boa e velhinha) rotina.

 

Só o amor verdadeiro e desisteressado vale a pena.

O resto acredito (e espero que também acreditem) é plástico. Ainda por cima americano.



Começamos a ficar todos fartos da história do FREEPORT.

Eu, pelo menos começo!
Já viram que os causadores do caso e os polícias, são Ingleses?
Esses gajos só nos têm lixado desde que que D. João I e a D. Filipa de Lencastre resolveram fazer uma vaquinha com eles.
É a mesma malta que pilhava os nossos barcos quando retornavam da Índia e do Brasil carregadinhos de especiarias; são os mesmos gajos que por aqui estiveram durante as Invasões Francesas, com com a justificação de que vinham defender-nos (....)
 
São Ingleses, pronto!
 
Viajam milhas em vez de quilómetros; medem em polegadas em vez de centímetros; pesam em libras em vez de quilos; pagam em libras esterlinas em vez de euros; vivem cercados de água por todos os lados e só veêm o sol meia dúzia de vezes por ano.
 
Ler o artigo completo aqui.

 

P.S. Do melhor que já vi escrito sobre os nossos amigos, subditos de sua majestade, a rainha!


Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Bloquista que se preze tem hábitos citadinos, conhecedor dos recantos do bairro alto e, para não ir mais longe, anarca q.b. Por isso antes que me acusem de chamar burro ao cavalo, convém dizer que "ajeitar à carroça" é bom beirão que em linguagem citadina seria qualquer coisa como "colocar-se a jeito para alguma coisa".

 

Explicações à parte.

 

Neste fim-de-semana pareceu-me claro que o partido do contra poder, afinal gosta do poder. Numa espécie de futurologia até já se fala em ministros bloquistas, imagine-se. Se Trotsky soubesse que estaria a trabalhar para não sei quantos anos depois haver um partido do outro lado da Europa que se diz de inspiração trotskista viesse a público proferir estas heresias, teria continuado a cultivar a terra, pois é dela que vem o sustento - isto já me soa um bocado a fascista!

 

Então o partido do contra poder afinal rende-se ao capital das influências? Agora já vale tudo até colocar ministros bloquistas num governo de coligação?

 

No rescaldo do fim-de-semana vejo-me obrigada a concordar com a Helena Roseta que grosso modo no final da Convenção quis dizer ao bloco que se querem fazer oposição ao governo PS aregassem as mangas e façam surgir acções concretas de oposição. De falinhas mansas já sabe o povo que Louça tem um ou vários pós-docs. E mais, não há?

 

Tentando continuar a saga: política à lareira vou procurar até ao fim-de-semana proceder a uma inquirição por amostra acidental às gentes do interior para tentar perceber quem é que sabe o que é o capitalismo!

 

"É preciso lutar contra o capitalismo" foi uma das deixas que mais ouvi, nos breves momentos em que fui acordada à força do meu estado semi-vegetativo provocado pela leitura de Saramago e pela inalação de monóxido de carbono... que no mundo rural, especialmente, no meu quintal não se plantam outras ervas com efeito calmante, só mesmo umas ervas para o chá de camomila.

publicado por M.M. às 22:58

Sábado, 07 de Fevereiro de 2009

"Qualquer pessoa pode ser vítima de violência doméstica, pelo que o fundamental é não silenciar a denúncia."

 

Aumento de 500% dos casos de violência doméstica no distrito da Guarda, e porque esta notícia fala das terras pelas quais me movimento, merece uma adenda.

 

Adenda:

 

A violência doméstica não aumentou 500%! O que aumentou foi o número de denúncias, talvez seja um efeito colateral da passagem a crime público, como estamos no interior e o ritmo das coisas por aqui é mais lento, é possivel que a Lei só tenha chegado aqui no ano passado.

 

Acho que a fonte do aumento se deve mais ao facto de uma maior consciencilazaçao das pessoas que por aqui moram para o crime de violência doméstica do que propriamente a um aumento real da violência. Ainda que menos dinheira possa ser indicativo de mais pancada (como alguém me dizia o outro dia).

 

O novo núcleo de atendimento da Guarda funcionará no Centro de Formação, Assistência e Desenvolvimento (CFAD), Muito se tem falado dos protocolos estabelecidos e a estabelecer entre as diferentes entidades, falta uma análise mais aprofundada, que vá à raiz da questão em vez de se ficar a admirar a rama.

 

Imagem retirada daqui.

 

Há violência doméstica (sobretudo contra as mulheres), mas mais que actuar a jusante, é preferivel trabalhar antes do muro que separa as águas. Mais do que atender as vítimas é de extrema importância prevenir a violência doméstica e isso poderia muito bem começar nas escolas, nas universidade e mesmo na família, que é para todos os seres humanos (ou deveria ser) o ponto de referência.

 

Deixo aqui um repto às autoridades. O mais importante não é saber se o copo está meio cheio ou meio vazio ou meio meio. O mais importante de tudo o que envolve a violência doméstica é saber o que está dentro do copo, perceber as causas da agressão, perceber os motivos, entrar dentro da cabeça dos agressores, saber porque agridem, quando, como e porque o fazem.

 

Quanto a cada um de nós, cabe-nos denunciar este crime público e enquanto seres humanos deveremos ser capazes de ser Humanos, respeitado a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



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