Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

«A patria adora conversar sobre professores. A pátria, porém, nunca fala sobre educação. Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto: os alunos acabam o secundário sem saber escrever (...) A coisa mais básica - seber escrever - deixou de ser relevante na escola portuguesa. De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do  Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil (...) Não se pode dizer que o "menino" escreve mal porque isso pode afectar a sua auto-estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz. O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o "menino" deve ter tempo para brincar. Genial: o "menino" pode ser preguiçoso, desde que jogue na consola (...) Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O "menino" não escreve mal; o "menino" faz, isso sim, escrita criativa. O "menino" não sabe escrever a palavra "recensão", mas é um Eça em potência.

 

Caro leitor, se quer culpar alguém pelo estado lastimável da educação, então, só tem uma coisa a fazer: olhe-se ao espelho. E, já agora, desmarque a próxima consulta do "menino" no psicólogo.»

 

Henrique Raposo, Expresso

publicado por M.M. às 18:23

bravo!
bravo!
bravo!
o maior problema é esse...
os "meninos" não podem ser contrariados...em nada,...e pior...não podem ser contrariados nas coisas más...na preguiça, na falta de trabalho, na falta de exigência, na falta de critérios, ...
isto está muito mau...
mas a culpa principal é dos pais...como qualquer pessoa (e ninguém pode negar) consegue facilmente perceber...
valores de fundo têm que ser transmitidos às crianças...desde pequenos...nos primeiros meses e anos de vida se faz entender a uma criança o valor do sol e da terra para brincar em detrimento da playstation...se transmite os valores como a leitura, a partilha, a paz, a amizade,...
os meus pais iam andar comigo de patins, escondiam os ovos no jardim na páscoa,enchiam uma piscina no verão,jogavam legos,viam desenhos animados,escolhiam os livros numa loja de usados,obrigavam-me a estudar, a comer, mas principalmente A CRESCER SAUDÁVEL...
e ser o ser humano que sou hoje...
espero um dia conseguir ser isto tudo para os meus filhos...
(desculpa o testamento...mas só quero contextualizar - não justificar - a minha revolta, indignação profunda...por tudo o que se passa neste país a nível da educação,...em casa e fora dela)
heidi a 28 de Janeiro de 2009 às 22:47

Não tens de pedir desculpa pelo testamento. Felizmente pertencemos a "essa categoria" de filhos com pais que sempre souberam dar valor ao nosso desenvolvimento pessoal, social, intelectual...

Daí termo-nos tornado adultos com senso crítico para o mundo que nos rodeia. ;)
M.M. a 29 de Janeiro de 2009 às 14:22

Sr. Henrique Raposo boa tarde.
Relativamente ao seu artigo publicado (em anexo) gostava de fazer um pequeno comentário.
Achei o artigo bom e com elevado espírito crítico, só não gostei muito do final.
Agradecia que na próxima crónica dissesse também para os meninos deixarem de tomar medicamentos para a hiperactividade ou aos pais para deixarem de ir ao psiquiatra tomar medicação. Nisso não pode falar pois não? As farmacêuticas e os médicos não lhe iam agradecer o seu espírito critico pois não?
Já agora que tal sugerir aos “meninos” para deixarem de ir à escola pois os professores não sabem dar aulas e não têm condições (os professores não iam gostar pois não), e que tal fugirem de casa pois os pais não são bons pais (ninguém ia gostar pois não). A minha sugestão é a seguinte : e que tal irem para casa do Sr. Henrique Raposo que sabe muito bem o que é melhor para os “meninos” ?
Isto para concluir que os pais não sabem o que andam a fazer (concordo plenamente) mas quem escreve num jornal deve saber bem o que diz e como diz.
Se quer falar sobre a desresponsabilização dos pais no actual momento acho bem. Compreende-se que os psicólogos sirvam para desresponsabilizar os ”meninos” e os pais dos “meninos” (e que os professores também), mas agora aconselhar a desmarcar consultas a quem ajuda a resolver os problemas há que ter cuidado. Devia era aconselhar os pais a irem também ao psicólogo para ver se aprendiam alguma coisa.
Pode ter razão no que queria dizer mas já no que disse acabou por a perder.
Levem s.f.f os meninos ao psicólogo e vão também os papás. Vão todos que lhes ia fazer bem. E até os professores que parecem estar a precisar. Talvez assim houvesse menos “erros”.
É só um desabafo.
Sónia Silva a 29 de Março de 2010 às 15:41



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