Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

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Causa-me urticária as pessoas que são tão, mas tão, mas tão ignorantes que são incapazes de reconhecer as desiguldades mais gritantes que o nosso planeta enfrenta. Haja Deus para chamar a atenção para a ignorância. Como dizia Frei Rosa Viterbo: "a ignorância é fontanal origem de todos os erros". É a errar que se aprende, mas é abrindo os olhos que conseguimos combater as desigualdades com acção concretas como o voluntariado.


Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

A Cáritas Internacional e a Damietta Peace Initiative dos Religiosos Franciscanos organizaram na África do Sul, entre as comunidades mais pobres do país, o Mundial de Futebol pela Paz, um campeonato alternativo que acontecerá de forma simultânea ao Mundial de Futebol. Esta iniciativa conjunta de caráter interconfessional - informa a Conferência Episcopal Católica da África do Sul -, acontecerá na localidade de Atteridgeville, próximo de Pretória e reunirá pessoas de diferentes religiões, raças e nacionalidades.

 

“A África do Sul era uma nação destruída pela violência xenófoba e muitas pessoas afirmam que, sob as aparências, ainda estão tensões. Por este motivo, aproveitando a oportunidade do Mundial, queremos oferecer ao mundo uma mensagem de tolerância”, destacou Lancelot Thomas, coordenador local de Damietta Peace Initiative na África do Sul.
“Enquanto no Mundial as seleções nacionais se enfrentam umas às outras, nós, no nosso campeonato, queremos que as nossas equipas experimentem a amizade e a humanidade comum das equipas mistas. Todas as equipas que participam estão sedeadas na África do Sul, mas representam vários grupos de refugiados. O critério principal para poder jogar é ter equipas formadas por jogadores de diversas nacionalidades”, acrescentou Thomas.

“O Mundial de Futebol pela Paz - explica - segue a ideia de alguns grupos de paz que impulsionamos na Nigéria, após a etapa de violência religiosa que este país viveu em 2008. Nesse caso, a ideia consistiu em mesclar muçulmanos, cristãos e animistas na mesma equipa, para comprovar o que significa ter um companheiro de equipa que, por sua nacionalidade ou crença, estava a ser considerado inimigo. Foi um grande êxito.”
“Toda África do Sul e o mundo estão sob a febre do futebol. Ainda que as equipas compitam umas contra as outras, esperamos que a paz e a construção de relações interculturais sejam as vencedoras do dia”, concluiu Thomas.

Fonte.


Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Frederick Deligne

 

Ora bem, não obstante o facto de andar um pouco a leste dos bitaites aqui no blog isso não quer dizer que não me preocupe com a minha sanidade mental e com a de todos os que me leêm! Por este facto, e podendo eu estar a dizer grandes alarvidades no que a seguir vou escrever, não deixo de não o fazer, sob pena de mais uma vez passar em branco algo sobre o qual eu me quero pronunciar!

 

Há uns dias ouvi na rádio (infelizmente o tempo para ler mais do que portarias e manuais, é escasso!) um cardeal da Cúria Romana, que pelos vistos é o sr. Tarcisio Bertone, afirmar ou comparar nem sei muito bem o celibato e a homosexualidade ao fenómeno da pedofilia! Fiquei em choque inicialmente! E depois tentei separar as águas desses três "conceitos": celibato, homosexualidade e pedofilia.

O celibato, parece-me a mim que é condição (não é para aqui chamado o facto de ser actual/justo) sine qua non um pastor da igreja católica pode/deve exercer o seu ministério. Ou seja, se um homem quer ser padre sabe, à partida, as regras do jogo, certo? Isto é, se quer ser padre já sabe que terá de assumir o celibato sempre.

A homosexualidade, queiremos ou não não é nenhum comportamento sexual desviante! Ela existe, tal como a heterosexualidade! Se a sociedade condena a homosexualidade? Condena, sem dúvida! Se deveria condenar certas atitudes heterosexuais? Devia! Mas do que se trata aqui não é de julgar casos particulares ou até mesmo peculiares, estamos a falar de comportamentos sexuais distintos, é certo! Mas que me parece que devem ser respeitado.

 

Relativamente à pedofilia, essa sim é um comportamento sexual desviante! É um comportamento sexual aberrante! É um comportamento sexual que foge a qualquer tipo de particularidade! É crime.

 

Portanto o meu choque continua mediante a comparação do tal sr. cardeal. Que diz/dizia que o número de padres pedófilos é menor do que o número de homesexuais pedófilos. E, mais! O número de padres pedófilos é/seria maior em padres homosexuais! Então mas não é a Igreja que exige fidelidade aos leigos no sacramento do matrimónio? Então porque carga de água é que a infidelidade dos padres celibatários não deve ser admitida e condenada?

Não ganharia mais a Igreja com a assunção de todos os erros! Não é a errar que se aprende? E quem erra de forma recorrente, tendo comportamentos sexuais aberrantes com crianças não deve ser condenado veementemente não só pela sociedade civil, mas igualmente pela Igreja?

 

Ficam algumas dúvidas.... que me têm assolando o pensamento nos últimos dias!

 

Cartoon daqui.


Segunda-feira, 15 de Março de 2010

"Do rio que tudo galga se diz que é violento. Mas ninguém diz:violentas as magens que o comprimem"

 

Brecht

 

Sobre os sócrates dos afectos e sobre as relações que se querem profundas, verdadeira e afectuosas... com uma pequena nuance virtuais: o fim dos afectos e o fim do feminismo!

Mais uma vez, Inês Pedrosa escreve-o, como ninguém:

«Tamborilam o amor ao de leve nas teclas dos telemóveis e dos computadores, pianos sem som nem alma nem cordas. Criamos uma geração apavorada com os sentimentos, os compromissos, a decepção e o sofrimento. Uma geração de vitoriosos solitários, que foge do calor do abraço  procura as palmas da multidão. Com quem aprendeu esta geração a querer tão pouco?»

Leitura completa aqui.


Sexta-feira, 12 de Março de 2010

(foto: Marko Djurica/Reuters)

 

8 de Março: Um homem oferece uma rosa a uma mulher para celebrar o Dia Internacional da Mulher, em Belgrado, Sérvia.

 

Fonte.


Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2009

Li à pouco um artigo no JN resultante da tertúlia que teve como protagonista Medina Carreira na noite passada no Casino da Figueira da Foz.

 

A escola em Portugal é uma fraude do básico ao superior. Quando os miúdos têm idade para que se lhes exija alguma coisa não se lhes exige porque "coitadinha da criancinha é tão nova", abrindo-se este precedente nunca mais temos a oportunidade de exigir seja o que for, senão a criancinha que agora já virou aburrecente revolta-se e "coitadinha tem de ir parar ao psicólogo". Depois deste segundo precedente só podemos ter nas universidades deste país jovens cuja única inteligência que têm é fazer copianços e, depois copiar e sair das salas dos exames e gabar-se do notão que, efectivamente, acabam por tirar.

 

Isto porquê? Porque o Ensino em Portugal, mais Bolonha menos Bolonha, está podre, completamente deturpado pela sociedade facilitista em que vivemos.

 

2+2=? Burrice concerteza

 

 

Dizia Medina Carreira "[O programa] Novas Oportunidades é uma trafulhice de A a Z, é uma aldrabice. Eles [os alunos] não sabem nada, nada".

 

"O Sistema de Ensino em Portugal é uma trafulhice de A a Z, é uma aldrabice. Os alunos não sabem nada, nada", acrescento eu.

 

Enquanto mantivermos um Sistema de Ensino que não vá para além da mera debitação de conteúdos nas provas, continuaremos a formar iletrados.... que só saberão responder 2+2=4, mas serão incapazes de fazer um exercício simples como este: ...+....=4. Como vêem este último exemplo foge completamente ao pedido! Pois coitadinha da criancinha que só sabe que 2 e 2 são quatro.

 

Sr. Medina onde é que eu assino?


Sábado, 05 de Dezembro de 2009

Joana Fulgêncio, 20 anos
Encontrada morta no carro do namorado de 22 anos, com um saco de plástico na cabeça. O rapaz terá simulado um sequestro para encobrir o assassinato.

 

Sandra Pontes, 23 anos
Violada e esfaqueada até à morte juntamente com a amiga Marinela Virgínio, em Rio de Mouro, Sintra. O autor do crime foi o ex-companheiro de Sandra Pontes

 

Linda Cossa, 37 anos
Já tinha apresentado várias queixas contra o seu ex-companheiro, mas não foram suficientes para evitar que o homem, de 50 anos, a assassinasse com um machado na Rua da Cidade de Almada, no Seixal.

 

Sara Tavares, 26 anos
Morta em Portimão pelo marido, de 24 anos, com uma faca. O crime terá sido provocado por um desentendimento entre marido e mulher, quando esta não quis ir passar o dia a casa da sogra.

 

Liliana, 36 anos
Não conseguiu evitar que o seu ex-companheiro a encontrasse e a assassinasse na casa dos pais, em Donelo, Sabrosa. A vítima foi morta a tiro e deixou órfãs quatro crianças.

Mulheres que perderam a vida nas mãos deles.

 

 

Agora já nada ouvimos.

Só o silêncio,

Lá longe

Na linha do horizonte.

 

Mas houve algum dia

Em que pudemos ouvir

E não quisemos ouvir!

publicado por M.M. às 23:41

Quarta-feira, 02 de Dezembro de 2009

Choque é pouco para o que acabo de ler... e sentir!

Devido à muita carga de trabalho não tenho tido sequer tempo para ver televisão ou ler as gordas! Por isso a actualidade das últimas semanas tem-me passado ao lado!

 

Hoje ao ler as gordas nas versões digitais dos diários deparei-me com o seguinte: «Marido mata mulher dentro de uma ambulância» E o caso, depois de ter clicado no título ainda ganha contornos mais macabros! Este animal (homem ou pessoa não é com toda a certeza) para além de ter matado a mulher com uma caçadeira, quando esta tinha a filha de 6anos, de ambos, ao colo... Depois de preso ainda puxa de um revolver e mata um militar da GNR e fere outro.

 

Estou chocada.

 

Temos leis e mais leis que deveriam proteger as mulheres! Mas no fundo o que temos é lixo! Como é que é possível que sendo um crime público a violência doméstica ainda consegue ter estes contornos dantescos. Como é que esta mulher que em 14 anos foi agredida pelo marido, quando ganha coragem para o fazer é morta, pelo crime de querer proteger a sua própria vida. Não é a vida um direito humano, um direito inalienável. Como é possível? Como?

 

Entre marido e mulher deve meter-se colher

Foto: JN 

 

Até à pouco tempo "ninguém tinha o direito de se imiscuir nos assuntos de uma família. Agora tem esse dever". Porque é que todos temos esse dever e continuamos a desculpar-nos com o ditado de que "entre marido e mulher ninguém mete a colher". Porque é que parece ser mais simples aconselhar um amigo/a a divorciar-se só porque a vida não corre bem e não somos capazes de lhes abrir os olhos para a atrocidade cometida com elas próprias quando são vítimas de violência doméstica...

 

Para Ilda Afonso, da UMAR, "é extremamente importante uma mulher, que vê os seus planos de vida desfeitos, saber que há quem a ajude, que o Estado não a abandonou. Pelo contrário".

 

É tão importante isso! Mas, no entanto, continuamos a olhar para o Estado como o papão do nosso dinheiro e não conseguimos olhar para o Estado como o protector dos mais fracos, dos fragilizados. Merda para nós! Quando queremos somos estúpidos que nem portas... Talvez continue a ser por isso que continuam todos os anos a morrer outras tantas Maria´s que como esta sofrem em silêncio, misturam amor com controlo e poder, misturar segurança com violência, misturam tudo. E não há ninguém que tome a voz dessas Maria´s para denunciar, para punir, para salvar essas mulheres.

publicado por M.M. às 22:28

Segunda-feira, 09 de Novembro de 2009

É hoje que se comemoraram 20 anos da queda do muro de Berlim, considerado por todos, do lado da direita e da esquerda, uma energia de libertação que trouxe aos alemães da ex-RDA a oportunidade de descobrir o que estava para lá da fronteira mais longuinqua de todas, aquela que parecia trazer-lhes toda a liberdade que sempre ansiaram, durante os 28 anos da existência do muro. Contudo, hoje continua a haver um choque geracional na Alemanha reunificada! O que separa o norte do sul é o desenvolvimento industrial, o que separa o leste do oeste é uma questão cultural. Pais saudosistas da economia planificada e filhos completamente inbuídos da cultura ocidental, para quem o muro não passa de uma barreira psicológica dos seus pais!

 

Este era e continua a ser apelidado de muro da vergonha! Um muro que separava dois blocos estanques - o ocidental capitalista e o oriental comunista. Um muro que separava a "mão invisivel" da economia, da economia planificada. Que separa a sociedade do prazer, da sociedade do dever. Muito se fala da correcção dos erros do passado, como foi a construção deste muro ou dos genocídios que aconteceram no século XX, não só o dos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas também já nos anos 90 o genocídio de quase 1milhão de tutsis no Ruanda ou, dentro da Europa, o triste exemplo da ex-Jugoslávia. Ou já no século XXI o genocídio que continua a acontecer no Darfur.

 

Erros históricos, sem dúvida! Contudo, erros cometidos pelo Homem contra o Homem. Erros que levaram à descrença nas instituições internacionais e, até mesmo, na própria Declaração Universal dos Direitos do Homem.

 

Construção do muro no Rio de Janeiro (27.03.2009)

Construção do muro entre EUA e o México (07.02.2009)

 

Muro que separa israelitas de palestinianos (10.07.2009)

 

Hoje, no século XXI, continuam a ser contruidos muros que visam proteger o Homem do Homem. Muros da vergonha que pretendem separar o bem do mal, como acontece na cidade de Jerusalém. Muros da vergonha que pretendem separar o rico do pobre na cidade do Rio de Janeiro. Muros da vergonha que pretendem separar o primeiro mundo do terceiro, como acontece na gigantesca barreira que separa o México dos EUA. Estes são os muros reais que nos deviam envergonhar a todos, mas que em dias como o de hoje parecem ser esquecidos perante as comemorações dessa barreira que separava duas ideologias! Hoje as barreiras que se controem já não assentam em ideologias, acentam em preconceitos o que me parece bem mais grave.

 

Erros históricos, também estes. Talvez daqui a 20 ou daqui a 50 anos também nos estejemos a desculpar por esses mesmos erros que inspirados no passado nos transportam para um futuro menos humano, menos solidário.


Sábado, 07 de Novembro de 2009

O muro começou a ser erguido (13 de Agosto de 1961) 

Homem que acena para os seus familiares do outro lado do muro (Agosto 1967)

 Queda do muro (9 de Novembro 1989)

Pessoas utilizavam picaretas para destruir o muro

Algumas pessoas derrubam o muro com picaretas (Novembro 1989)

 Realidade retratada já após a queda do muro.

 

Um povo

28 anos de divisão

20 anos depois

 

Reportagem fotográfica aqui.

publicado por M.M. às 17:15


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