Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Nesta altura do ano todos andamos a fazer balanços, uns de maneira mais contundente que outros! Mas todos fazemos balanços mais ou menos estruturados na nossa cabeça, nem que mais não seja enquanto esperamos que o semáforo passe a verde e nós possamos acelerar rumo ao futuro!

 

Neste último ano, que inclusivamente fecha a primeira década do século XXI, muita coisa há a apontar, umas melhores outras piores... curiosamente são estas últimas que me deixaram de queixo caído sem ter a certeza de que o dia de amanhã valeria a pena ser vivido. Tentei, por isso, agarrar-me ao melhor que este ano me deu a nível pessoal e profissional. E procurei olhar para o mundo e encontrar pequenas luzes de esperança que me fizessem sorrir quando pensava no futuro.

 

2009 foi um ano puxado a nível psicológico e social para todo o mundo! Pareceu pairar sempre sobre a minha cabeça um punhal bem afiado que me lembrava a cada manhã que a nossa vida não é fácil! E, quando estava atenta à realidade mundial também tive sérios apertos no coração de cada vez que a Humanidade parecia esquecer a dura e cruel realidade de que se vive por esse mundo.

 

2009 foi, também, um ano onde as luzes foram poucas e difíceis de encontrar! Ainda assim, esforcei-me todos os dias para as procurar e encontrar... nem sempre as encontrei, mas quando as encontrei o meu pequeno coração sorriu de alegria.

 

uma mulher que neste ano me fez primeiro chorar e depois sorrir! Chorar devido ao estigma que parecemos sempre ter pelos feios, gordos, anti-fashions, pelos anti-tudo e pro-nada. Sorrir porque ainda que esmagada pelo estigma foi capaz de dizer I dreamed a dream.

Quantos sonhos tivemos, usamos e desperdiçamos logo a seguir? Quantos vimos desperdiçar? Os tigres podem despedaçar-nos a esperança, mas somos nós que devemos cantá-la e vivê-la sem receios, nem impedimentos! Os nossos sonhos nunca são vergonha, nunca devem ser o que os outros gostariam que fossem, nunca devem seguir moldes predefinidos.

 

A vida não deve nunca matar os sonhos que sonhamos! É esta a grande lição da Susan Boyle para o mundo e minha para todos os que me lêem desse lado do computador.

publicado por M.M. às 21:05

Segunda-feira, 09 de Novembro de 2009

É hoje que se comemoraram 20 anos da queda do muro de Berlim, considerado por todos, do lado da direita e da esquerda, uma energia de libertação que trouxe aos alemães da ex-RDA a oportunidade de descobrir o que estava para lá da fronteira mais longuinqua de todas, aquela que parecia trazer-lhes toda a liberdade que sempre ansiaram, durante os 28 anos da existência do muro. Contudo, hoje continua a haver um choque geracional na Alemanha reunificada! O que separa o norte do sul é o desenvolvimento industrial, o que separa o leste do oeste é uma questão cultural. Pais saudosistas da economia planificada e filhos completamente inbuídos da cultura ocidental, para quem o muro não passa de uma barreira psicológica dos seus pais!

 

Este era e continua a ser apelidado de muro da vergonha! Um muro que separava dois blocos estanques - o ocidental capitalista e o oriental comunista. Um muro que separava a "mão invisivel" da economia, da economia planificada. Que separa a sociedade do prazer, da sociedade do dever. Muito se fala da correcção dos erros do passado, como foi a construção deste muro ou dos genocídios que aconteceram no século XX, não só o dos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas também já nos anos 90 o genocídio de quase 1milhão de tutsis no Ruanda ou, dentro da Europa, o triste exemplo da ex-Jugoslávia. Ou já no século XXI o genocídio que continua a acontecer no Darfur.

 

Erros históricos, sem dúvida! Contudo, erros cometidos pelo Homem contra o Homem. Erros que levaram à descrença nas instituições internacionais e, até mesmo, na própria Declaração Universal dos Direitos do Homem.

 

Construção do muro no Rio de Janeiro (27.03.2009)

Construção do muro entre EUA e o México (07.02.2009)

 

Muro que separa israelitas de palestinianos (10.07.2009)

 

Hoje, no século XXI, continuam a ser contruidos muros que visam proteger o Homem do Homem. Muros da vergonha que pretendem separar o bem do mal, como acontece na cidade de Jerusalém. Muros da vergonha que pretendem separar o rico do pobre na cidade do Rio de Janeiro. Muros da vergonha que pretendem separar o primeiro mundo do terceiro, como acontece na gigantesca barreira que separa o México dos EUA. Estes são os muros reais que nos deviam envergonhar a todos, mas que em dias como o de hoje parecem ser esquecidos perante as comemorações dessa barreira que separava duas ideologias! Hoje as barreiras que se controem já não assentam em ideologias, acentam em preconceitos o que me parece bem mais grave.

 

Erros históricos, também estes. Talvez daqui a 20 ou daqui a 50 anos também nos estejemos a desculpar por esses mesmos erros que inspirados no passado nos transportam para um futuro menos humano, menos solidário.


Quarta-feira, 05 de Novembro de 2008

Depois dos intermináveis anos de governação Bush! Chegou a hora de dizer bye bye.

 

Chegou a hora de um novo (re)começo. A vitória de Obama simboliza uma nova oportunidade para que os EUA se possam juntar à comunidade internacional e caminhar par a par para a construção de um mundo melhor, mais justo e mais democrático: as mudanças climáticas, os Direitos Humanos e a paz são desafios que necessitam de uma resposta à altura da gravidade com que hoje encontramos o mundo.

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Na noite passada não se dormiu do lado de cá do Atlântico à espera dos resultados das presidenciais americanas, as mais concorridas de sempre. Os EUA estão agora entregues às mãos de um homem que tem por obrigação MUDAR. Mudar a política americana externa - onde o Iraque se apresenta como o caso mais bicudo de resolver e mudar a política interna (re)construindo um país onde as igualdades são cada vez mais desigulades.

 

Nunca antes na história tinha sido eleito um negro para a Casa Branca. Nós, brancos, nunca iremos perceber a segregação do povo negro. Podemos sim juntarmo-nos a eles e, de mãos dadas, dar os parabéns a Obama pela esmagadora vitória da igualdade sobre o conservadorismo.

 

O mundo conta com o cumprimento das promessas da sua campanha, que defendem um tratado forte contra as mudanças climáticas, o fim da tortura e o encerramento de Guantanamo, o estabelecimento de um plano cuidadoso para a retirada das tropas do Iraque e a duplicação dos recursos destinados ao combate à pobreza global.

 

«Nunca antes na história um presidente norte-americano esteve tão aberto para ouvir.»

 

Yes we can change the world to transform our weaknesses into chances of I dialogue multilateral mister president.


Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

A cadeia de televisão ABC recusa este anúncio de 30" da campanha "Repower America" promovida pela The Alliance for Climate Protection, uma organização não partidária e sem fins lucrativos fundada pelo ex-Vice-Presidente Al Gore, que tem por missão ajudar a resolver a crise climática e por objectivo central que, no prazo de dez anos, toda a energia eléctrica utilizada nos EUA provenha de fontes de energia "limpas" e renováveis.

 

 

Apercebi-me desta triste realidade aqui.

 


Quarta-feira, 09 de Julho de 2008

Há vezes em que a misérie é apenas visível! Há outras em que ela já está tão enraizada que se torna demasiado evidente para ser ignorada!

 

Ignorar a miséria humana... Do que falamos afinal? Como será posível olhar para alguém e esquecer que é alguém como nós, nosso irmão, filho do mesmo Deus!

 

Ele entrou. Descaradamente roubou a primeira coisa que viu à frente... enfiou-a no saco vazio que trazia consigo de uma grande multinacional. Como evitar a efectivação de um roubo, sem ferir aquele ser humano que tinha à minha frente cuja vida não conheço, mas posso adivinhar a caminhada dele até hoje.

 

"Desculpa, tens de deixar cá o que tens dentro do saco!"

"Isto é meu, trouxe-o comigo"

"Desculpa eu vi-te"

"Deixa o saco isto é meu"

"Vais-me desculpar, mas não sais enquanto não me deixares o que de cá tiraste"

"Tá bem pronto eu vou lá por"

 

Ao olhar para aqueles olhos ressacados, para aquela pele queimada pelo sol, para aquele ar de 50 anos de alguém que tem pouco mais de 20... Como ignorar esse ser humano por detrás daquela capa que o próprio vício lhe impôs?

 

Ele saiu, virou costas.

 

Pensei que deveria ter-lhe dito algo, mas o quê?

 

Ele deu-me essa oportunidade! Voltou para trás e pediu-me desculpa. Disse que não andava bem. E agradeceu-me por não o ter achincalhado... Deveria tê-lo feito? Porquê? Para quê? O que ganharia?

 

Foi-se embora, apenas o olhei nos olhos e disse-lhe que estava desculpado.

 

Quando saí do trabalho ele estava à porta! Pediu-me mais uma vez desculpa.

 

Afinal o que está por detrás da miséria humana? Não são afinal seres humanos com um coração igual ao nosso, que sente! Que sofre! Que se alegra.


Quinta-feira, 03 de Julho de 2008

"A quem beneficiará o fim de um sindicalismo independente e o agravamento caótico do protesto social? Exclusivamente ao Clube dos Bilionários, os 1125 indivíduos cuja riqueza é igual ao produto interno bruto dos países onde vive 59 por cento da população mundial".

Boaventura de Sousa Santos, "Visão", 03-07-2008

 

Se a (pouca) protecção que temos é pouca o que se dirá de uma protecção inexistente? Se a luta é custosa o que (nos) farão se cruzarmos os braços?

publicado por M.M. às 22:47

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

«Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos, os conhecereis.»

 

Act 7, 15

 

O Evangelho de hoje vem mesmo a calhar... Enquanto anda o país inteiro a perguntar(-se) se o animal que anda pelos ladas da Maia é ou não um felino de grandes dimensões, esfomeado e pronto a comer criancinhas... Devemos antes preocupar-nos com os falsos cordeiros que (se) mostram lobos vorazes, prontos a atacar!

publicado por M.M. às 20:59
sinto-me:

Terça-feira, 03 de Junho de 2008

Por uma vez, em muito tempo, os portugueses não têm para onde olhar. Brasil, África e Europa pertencem ao passado. Com a particularidade de a Europa e o mundo terem deixado de ser fronteiras e horizontes a explorar e se terem transformado em ameaças e fontes de crise.

 

Por uma vez, em muito tempo, os portugueses têm de contar consigo, só podem mesmo contar consigo próprios. O que, numa sociedade livre e num mundo aberto, é muito mais difícil. Habituados e contar com expedientes e bodes expiatórios e mal educados pela demagogia política, os portugueses comprazem-se em aspirar a muito mais do que podem e têm direito. Consomem mais do que lhes é permitido pelos seus rendimentos. Querem mais do que lhes autoriza a sua produtividade. Devem muito mais do que ganham num ano. Adoptaram os tiques da cultura do êxito, dos vencedores, da gente bonita e da exibição de capa cor-de-rosa. E parece não se importarem com as enormes desigualdades sociais que fazem desta sociedade um pesadelo moral e estético.

 

A crise económica e social está instalada em Portugal. E bem instalada. Não há sinais de qualquer alívio a curto prazo. Ninguém espera uma melhoria efectiva antes de dois ou três anos. Algumas das causas desta situação vieram de fora. A começar pelos custos dos petróleos e da energia em geral, contra cujos aumentos nem sequer a Europa souber tomar providências a tempo. Mas Portugal já estava mal, muito mal, antes deste terceiro choque do petróleo. Há praticamente oito anos que Portugal vem perdendo, em termos absolutos e relativos. A verdade é que a “nossa” crise é em geral muito superior à dos parceiros europeus.

 

Quer isto dizer que somos os principais culpados. Desperdiçámos anos, recursos e oportunidades. Perdemos com a ditadura e a guerra. Perdemos com a revolução e a contra-revolução. Perdemos também com três décadas de facilidade e demagogia.

 

Assim chegámos ao ponto de perceber que ninguém virá em nosso socorro, que não há mais soluções fáceis e que, de fora, não virá mão redentora.

 

Só de nós próprios virá qualquer remédio. E isto não significa orgulho, nem raça. Muito menos talento ou história. Significa tão simplesmente estudo, persistência e organização. E, sobretudo, trabalho.

 

Fonte: António Barreto in Público de 1 Junho de 2008.



O Dia da Criança já foi... Pena que não sejam todos os dias que as crianças são colocadas em primeiro plano.

 

 

 

As injustiças são recorrentes. O que fazemos para as combater?

 

Together is the way.

 

P.S. Obrigada à Vânia pela chamada de atenção.

publicado por M.M. às 16:08

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

A IM Magazine é uma revista online inovadora que pretende divulga o melhor que se faz no mundo para um mundo melhor...

 

Um projecto inovador que pretende mostrar o que o mundo tem de melhor.

 

Os objectivos da revista são ambiciosos. Mas como os próprios admitem a cada pequeno passo estaremos (TODOS) mais próximos de um mundo mais justo, mais equitativo, mais sustentável, mais saudável, onde todos têm acesso à educação e aos cuidados básicos de saúde, onde a extrema pobreza só faz parte da História e onde as pessoas vivem felizes consigo e com os outros, em paz e em maior equilíbrio com a natureza.
 
Boa sorte para o projecto! Nós estaremos deste lado...
 
Pelo pouco que pude ler parece-me que vou ser leitora assídua.
publicado por M.M. às 00:01


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