Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Domingo, 27 de Abril de 2008

Na próxima semana Ban Ki-moon reunir-se-à de urgência em Genebra com representantes de 27 agências das Nações Unidas para discutir a crise alimentícia a nível global.

 

Os preços dos alimentos têm vindo a aumentar, levando ao clima de tensão e a tumultos em algumas nações africanas como os Camarões e o Burkina Faso mais recentemente. Esta é uma das prioridades do secretário-geral da ONU, que no passado dia 20 pediu à comunidade internacional, em Acra (Gana), para encontrar uma solução para a crise alimentar global, considerando que a agudização da subida dos preços poderá ameaçar a estabilidade das nações, particularmente em África.

Para Ban Ki-moon, que discursava na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), a subida dos preços constitui "uma situação preocupante e representa uma ameaça, particularmente para os países de África".  

 

 

Os cereais transferiram-se dos pratos do terceiro mundo para as ruas do primeiro mundo.

 

Esta transferência poderá levar a um verdadeiro genocídio [mais um!] causado pela fome. A juntar a esse flagelo, concerteza haverá outros que se juntarão como consequência dos graves distúrbios que a fome - causada pela falta dos cereais - poderá trazer às frágeis democracias do terceiro mundo.

 

Numa entrevista à Foreign Policy, Josette Sheeran do Programa Alimentar Mundial da ONU, afirmava «This is a silent tsunami, and one that’s virtually hitting every developing nation on the earth.»

publicado por M.M. às 23:31


Há dias alguém me falava de Almeida Garrett! Como já não me lembrava do que havia escrito nesse ex-libis da nossa literatura... Decidi fazer uma viagem pela minha terra!

 

Há escritos sempre actuais. A passagem que vos deixo aqui pertence a um deles.

 

 

"Não: plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazeis caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos.

Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai.

No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana?

Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos.

E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"

Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra

 

publicado por M.M. às 19:06


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