Numa altura em que a falência do modelo imposto pelo imperialismo vindo dos EUA parece quase óbvia [e já explico o quase] parece-me inevitável que se fale - e tenho pena de ainda não ter assistido a um verdadeiro debate - do rumo a dar ao sistema mundial.
Digo quase óbvia porque ao contrário da raiz do capitalismo e da economia de mercado que o sustenta é a mão invisivel desse mesmo mercado a grande responsável pela regulação dos mercados.
No entanto, ao que assistimos nas últimas semanas? Contra "todas" as expectativas é o Estado que tem tido o papel regulador dos mercados, que perante a sua entrada em crise tomou mão da sua mão visivel e começou a injectar milhões atrás de milhões no sistema financeiro mundial para que a crise não se instalasse junto dos investidores.
O que quero afinal dizer com isto?
É o início do fim do engodo do capitalismo. Os acérrimos defensores deste modelo discordam completamente e de um modo desmesurado da intervensão do Estado na economia. Porém e em momentos de crise já só querem que o Estado intervenha e regule os mercado, apoie a banca - através da sua nacionalização, apoie as empresas e (já agora) as famílias.
Curioso ver que afinal o Estado desempenha, também, neste sistema um papel regulador. É claro que os seus defensores exacerbados virão dizer daqui a uns tempos que essas intervenções têm um carácter meramente esporádico, de uma vez sem exemplo!
Perante isto só posso dizer mal-dito capitalismo que és regulado pelo Estado. Afinal és igual a esse outro bem-dito sistema alternativo mundial.


