Não podendo mudar tudo do mundo num único instante… poderemos dar pequenos passos rumo a um mundo melhor para todos
Sábado, 24 de Outubro de 2009

Encontrei uma preta

Que estava a chorar

Pedi-lhe uma lágrima

Para analisar.

 

Recolhi a lágrima

Com todo o cuidado

Num tubo de ensaio

Bem esterilizado.

 

Olhei-a de um lado,

Do outro e de frente:

Tinha um ar de gota

Muito transparente.

 

Mandei vir ácidos,

As bases e os sais,

As drogas usadas

Em casos que tais.

 

Ensaiei a frio,

Experimentei ao lume,

De todas as vezes

Deu-me o de costume:

Nem sinais de negro,

Nem vestígios de ódio

Água (quase tudo)

E cloreto de sódio.

 

António Gedeão

publicado por M.M. às 18:42

Quinta-feira, 08 de Outubro de 2009

O passado será sempre o passado! Há os mais leves e há os que pesam toneladas... O passado não se pode apagar com uma borracha e pura e simplesmente ser esquecido!  Porventura uma série de vezes na história se tentou esquecer gigantescos passados a troco que um esquecimento colectivo que parecia doer menos ao detentor do passado em causa do que ao colectivo esquecido.

 

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Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

 

Silvio Berlusconi que criou uma lei talhada à sua medida viu agora essa lei ser considerada inconstitucional. A reacção de Berlusconi foi a de um elefante numa loja de cristais! Esticou o dedo e aponto-o a tudo o que mexesse à sua volta: juizes, imprensa e o próprio Presidente da República. Esta reacção prova que afinal onde há fumo há figo, e este parece não ser de rescaldo fácil.

 

Cartoon daqui.

publicado por M.M. às 10:41

Domingo, 13 de Setembro de 2009

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foto: Ramon Espinosa/AP

 

A polícia anti-motim detém um estudante que segura uma cópia do livro “Les Droits de L’Homme et du Citoyen”, de Laurent Richer, em Port-au-Prince, Haiti. Os estudantes de várias escolas confrontaram-se com a polícia e os soldados da ONU durante todo o ano exigindo um aumento no salário mínimo e a partida dos soldados da ONU.

 

Pescado aqui.


Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Hoje foi dia de regressar ao trabalho! E mais uma vez encontrei aquela mulher que devia ser proibida de ser mãe. Eu acredito que há mulheres e homens neste mundo que deviam ser proibidos de ser pais. Desculpem a frieza, mas é verdade. Tanta gente com tanto amor para dar e outros há que se esforçam por ver tirar das sua entranhas um ser que lhes é completamente estranho, quase um inimigo.

 

Roubado aqui.

 

Haverá algo de mais maravilhoso do que ser-se mãe ou pai?

 

(há pessoas que me tiram, efectivamente, do sério)

publicado por M.M. às 22:49

Sábado, 18 de Julho de 2009

Sempre que vou dar sangue ouço médicos e enfermeiros queixar-se da falta de dadores dados os níveis de procura de sangue, especialmente neste altura do ano! Perante isto, hoje as notícias davam conta da proibição dos homosexuais darem sangue... Como se não bastasse o preconceito, ainda são os homesexuais homens... Como se a homosexualidade fosse uma doença, uma tara ou uma panca (ou se quisrem pancada) e não o que verdadeiramente é, uma opção sexual, tal como a heterosexualidade.

 

Transcrevem-se de seguida duas opiniões que li num dos muitos "fóruns" anexos às notícias publicaas nos principais órgãos de comunicação social:

 

«Ser homosexual não é um comportamento mas sim uma característica pessoal. E um homem heterosexual não tem comportamentos de risco? Proibir alguém de doar sangue por ser homosexual é pura e simples discriminação. Apenas motivam os homosexuais que querem dar sangue a mentir, dizendo que são heterosexuais.»

 

«Ainda bem. Dar sangue quem é uma aberração da natureza?»

 

 

Frei Rosa Viterbo dizia: "a ignorância é fontanal origem de todos os erros." Mas não há ignorância que possa ser camuflada com tamanho preconceito.

 

Homossexuais proibidos de doar sangue

 

Não desperdicem o fim-de-semana a pensar nisto! Mas que tem muito que se lhe diga tem! Sejam felizes!


Sexta-feira, 03 de Julho de 2009

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Alex Falco, «Juventud Rebelde»

 

Rosemary Okello e Terna Gyuse escrevem, no Inter Press Service, sobre o que consideram uma catástrofe nos direitos Humanos, a morte durante a maternidade em muitos países:

«Of the 500,000 maternal deaths that occur annually worldwide, more than 250,000 occur in Africa. Pregnant women in Africa are at grave risk,» Soyata Maiga told the 11th Session of the U.N. Human Rights Council. «Additionally, there are many countries at war in Africa, which compounds pregnant women’s risk, with hundreds of thousands of women dying every year.»

 

Fonte.


Quinta-feira, 12 de Março de 2009

A passagem de José Eduarda dos Santos por Lisboa, foi um daqueles joguinhos políticos que passam ao lado da maioria das pessoas, de mim pelo menos! Mas hoje ao ler o que a seguir se transcreve não pude deixar de o colocar aqui no blog.

 

«A diferença entre um cleptocrata e um homem de Estado judicioso, entre um barão do roubo e um beifetor público é apenas de grau: uma questão relativa ao valor da parcentagem de tributo que é retida e o grau de satisfação dos populares com os usos públicos nos quais é empregado o tributo redistribuído»

 

Jared Diamond

 

Quando será o tempo em que os Estados serão guiados por homens de Estado judiciosos, por benfeitores públicos onde a redistribuição é feita em favor das populações e não em favor dos próprios bolsos?

 

Roubado aqui.


Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

«Enquanto, submetidos que andamos à monstruosidade, quase não conseguimos levantar os olhos e ver à nossa volta para decidir o que havemos de fazer e como havemos de aplicar o que de melhor existe nas nossas forças e na nossa actividade, e enquanto nos fizer falta o mais elevado dos entusiasmos, que só pode existir se não for de natureza empírica, há-de continuar a haver, não digo dragões, mas pelo menos vermes miseráveis a roer o nosso quotidiano.»

Johann Wolfgang von Goethe, in «Máximas e Reflexões»

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John Branch, «The San Antonio Express-News»

 

Fonte.


Sábado, 07 de Fevereiro de 2009

"Qualquer pessoa pode ser vítima de violência doméstica, pelo que o fundamental é não silenciar a denúncia."

 

Aumento de 500% dos casos de violência doméstica no distrito da Guarda, e porque esta notícia fala das terras pelas quais me movimento, merece uma adenda.

 

Adenda:

 

A violência doméstica não aumentou 500%! O que aumentou foi o número de denúncias, talvez seja um efeito colateral da passagem a crime público, como estamos no interior e o ritmo das coisas por aqui é mais lento, é possivel que a Lei só tenha chegado aqui no ano passado.

 

Acho que a fonte do aumento se deve mais ao facto de uma maior consciencilazaçao das pessoas que por aqui moram para o crime de violência doméstica do que propriamente a um aumento real da violência. Ainda que menos dinheira possa ser indicativo de mais pancada (como alguém me dizia o outro dia).

 

O novo núcleo de atendimento da Guarda funcionará no Centro de Formação, Assistência e Desenvolvimento (CFAD), Muito se tem falado dos protocolos estabelecidos e a estabelecer entre as diferentes entidades, falta uma análise mais aprofundada, que vá à raiz da questão em vez de se ficar a admirar a rama.

 

Imagem retirada daqui.

 

Há violência doméstica (sobretudo contra as mulheres), mas mais que actuar a jusante, é preferivel trabalhar antes do muro que separa as águas. Mais do que atender as vítimas é de extrema importância prevenir a violência doméstica e isso poderia muito bem começar nas escolas, nas universidade e mesmo na família, que é para todos os seres humanos (ou deveria ser) o ponto de referência.

 

Deixo aqui um repto às autoridades. O mais importante não é saber se o copo está meio cheio ou meio vazio ou meio meio. O mais importante de tudo o que envolve a violência doméstica é saber o que está dentro do copo, perceber as causas da agressão, perceber os motivos, entrar dentro da cabeça dos agressores, saber porque agridem, quando, como e porque o fazem.

 

Quanto a cada um de nós, cabe-nos denunciar este crime público e enquanto seres humanos deveremos ser capazes de ser Humanos, respeitado a Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Sábado, 03 de Janeiro de 2009

Carta aberta de Uri Avnery a Barack Obama
 

avnery-arafat.jpg As humildes sugestões que se seguem são baseadas nos meus 70 anos de experiência como combatente de trincheiras, soldado das forças especiais na guerra de 1948, editor-em-chefe de uma revista de notícias, membro do parlamento israelense e um dos fundadores do movimento pela paz:

1. No que se refere à paz israelense-árabe, o Sr. deve agir a partir do primeiro dia.

2. As eleições em Israel acontecerão em fevereiro de 2009. O Sr. pode ter um impacto indireto, mas importante e construtivo já no começo, anunciando sua determinação inequívoca de conseguir paz israelo-palestina, israelo-síria e israelo-pan-árabe em 2009.

3. Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de que falaram sobre paz da boca para fora, e às vezes realizaram gestos de algum esforço pela paz, na prática eles apoiavam nosso governo em seu movimento contrário a esse esforço.

4. Todos os assentamentos colonizadores são ilegais segundo a lei internacional. A distinção, às vezes feita, entre postos “ilegais” e os outros assentamentos colonizadores é pura propaganda feita para mascarar essa simples verdade.

5. Todos os assentamentos colonizadores desde 1967 foram construídos com o objetivo expresso de tornar um estado palestino – e portanto a paz – impossível, ao picotar em faixas o possível projetado Estado Palestino.

6. A estas alturas, o número de colonos na Cisjordânia já chegou a uns 250.000 (além dos 200.000 colonos da Grande Jerusalém, cujo estatuto é um pouco diferente). Eles estão politicamente isolados e são às vezes detestados pela maioria do público israelense, mas desfrutam de apoio significativo nos ministérios de governo e no exército.

7. Nenhum governo israelense ousaria confrontar a força material e política concentrada dos colonos. Esse confronto exigiria uma liderança muito forte e o apoio generoso do Presidente dos Estados Unidos para que tivesse qualquer chance de sucesso.

8. Na ausência de tudo isso, todas as “negociações de paz” são uma farsa. O governo israelense e seus apoiadores nos Estados Unidos já fizeram tudo o que é possível para impedir que as negociações com os palestinos ou com os sírios cheguem a qualquer conclusão, por causa do medo de enfrentar os colonos e seus apoiadores. As atuais negociações de “Annapolis” são tão vazias como as precedentes, com cada lado mantendo o fingimento por interesses politicos próprios.

9. A administração Clinton, e ainda mais a administração Bush, permitiram que o governo israelense mantivesse o fingimento. É, portanto, imperativo que se impeça que os membros dessas administrações desviem a política que terá o Sr. para o Oriente Médio na direção dos velhos canais.

10. É importante que o Sr. comece de novo e diga-o publicamente. Idéias desacreditadas e iniciativas falidas – como a “visão” de Bush, o “mapa do caminho”, Anápolis e coisas do tipo – devem ser lançadas à lata de lixo da história.

11. Para começar de novo, o alvo da política americana deve ser dito clara e sucintamente: atingir uma paz baseada numa solução biestatal dentro de um prazo de tempo (digamos, o fim de 2009).

12. Deve-se assinalar que este objetivo se baseia numa reavaliação do interesse nacional americano, de remover o veneno das relações muçulmano-americanas e árabe-americanas, fortalecer os regimes dedicados à paz, derrotar o terrorismo da Al-Qaeda, terminar as guerras do Iraque e do Afeganistão e atingir uma acomodação viável com o Irã.

13. Os termos da paz israelo-palestina são claros. Já foram cristalizados em milhares de horas de negociações, colóquios, encontros e conversas. 

14. A unidade palestina é essencial. A paz feita só com um naco da população de nada vale. Os Estados Unidos facilitarão a reconciliação palestina e a unificação das estruturas palestinas. Para isso, os EUA terminarão com o seu boicote ao Hamas (que ganhou as últimas eleições), começarão um diálogo político com o movimento e sugerirão que Israel faça o mesmo. Os EUA respeitarão quaisquer resultados de eleições palestinas.

15. O governo dos EUA ajudará o governo de Israel a enfrentar-se com o problema dos assentamentos colonizadores. A partir de agora, os colonos terão um ano para deixar os territórios ocupados e voluntariamente voltar em troca de compensação que lhes permitirá construir seus lares dentro de Israel. Depois disso, todos os assentamentos serão esvaziados, exceto aqueles em quaisquer áreas anexadas a Israel sob o acordo de paz.

16. Eu sugiro ao Sr., como Presidente dos Estados Unidos, que venha a Israel e se dirija ao povo israelense pessoalmente, não só no pódio do parlamento, mas também num comício de massas na Praça Rabin em Tel-Aviv. O Presidente Anwar Sadat, do Egito, veio a Israel em 1977 e, ao se dirigir ao povo de Israel diretamente, mudou em tudo a atitude deles em relação à paz com o Egito. No momento, a maioria dos israelenses se sente insegura, incerta e temerosa de qualquer iniciativa ousada de paz, em parte graças a uma desconfiança de qualquer coisa que venha do lado árabe. A intervenção do Sr., neste momento crítico, poderia, literalmente, fazer milagres, ao criar a base psicológica para a paz. 

Fonte.

 



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